Chove na capital que morto libertaste
Chove em Bissau, derradeiro planalto
e a chuva põe no vento uma rajada e pranto.
Há frescos corpos tombados nas águas
Corpos alheios à vaidades das trincheiras
Inocentes, completos corpos
Somados aos soluços da trombeta.
Que halo circunda esta queda?
Quem gravará seus nomes na epiderme da pedra?
Seus sudários de demora e quezília
Seu pecúlio de desdita e rebento.
Também a desolação é uma escritura.
Também o atraiçoado sobrevive
ao saque do rosto, amassa esquecimentos
dispara um cometa.
A nudez é um caminho, esta procura te inventa.