Fosse eu o maestro da sinfonia
que é todo o teu corpo;
tocasse eu esse órgão etéreo que escondes
e que nasceu da orquestra do teu sexo.
Elevar-te-ia às casas mais endeusadas
da música clássica.
Um concerto dos deuses, de deuses e para deuses:
- Nós!
Dirigisse eu as cordas vocais do teu esemble,
e fizesse parte do teu quarteto de sopro,
tirar - to - ia num só fôlego.
És um desejo dos deuses.
A materialização do viver eterno
em sintonia com a música que me fazes escrever.
POETA DA CIDADE é o pseudónimo de Pedro Freitas, poeta e dizedor de Poesia
