13/06/2026

Por Célia Moura


Em teus olhos inquietos
guardo o mistério
das coisas que não se dizem.
Há neles o silêncio das ostras,
fechadas sobre um brilho antigo,
feito de dor e de tempo.
E eu,
como quem aprende o mar,
aproximo-me sem saber
se o amor
é abrir a ferida
ou apenas habitá-la.