06/07/2025

SILÊNCIO ( Célia Moura, in "Enquanto Sangram As Rosas..." )

 Como uma parede de hera

Adelgaço-me na tua mão
Ao poente do silêncio,
Saboreando o odor dos teus lábios
No meu ventre inquieto.

Firmámos laços de segredo
Na quimera dos sentidos
Como um refresco de limão
E maresia
Ao porão dos gestos imperfeitos
Traçados num beco
Do teu desvelo,
Meu corpo de liberdade revelado,
Meu vinho e minha essência...
parede de branco vestida por onde me adelgaço
Neste grito encantado
Suado dos nossos corpos.