Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière
La croix de son collier repose dans sa main, —
Comme pour témoigner qu'elle a fait sa prière.
Et qu'elle va la faire en s'éveillant demain.
A. de Musset
Uma noite, eu me lembro. Ela dormia
Numa rede encostada molemente.
Quase aberto o roupão. solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.
'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina.
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.
De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos — beijá-la.
Era um quadro celeste! A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia.
Quando ela serenava... a flor beijava-a.
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia.
Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças.
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!
E o ramo ora chegava ora afastava-se.
Mas quando a via despeitada a meio,
P'ra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio.
Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! — tu és a virgem das campinas!
