Soam gritos de dor! e o detono de uma onda
sinistramente vai repercutindo pelos
longes do ar. De onde veio a voz o ouvido sonda,
no anseio de atender os aflitos apelos.
E o truculento mar sinistramente estronda,
ruge, regouga, rola, espuma em rodopelos;
talvez porque nesta hora algum tesouro esconda,
cada vez mais feroz se arrepia de zelos.
Para a prêsa reter muralhas de esmeralda
ergue e num riso atroz de satisfeito gôzo
veste-a de rendas mil, de flores a engrinalda.
Move o crânio disforme, as longas cãs balança,
e, alçando a larga mão, num gesto vitorioso,
mostra cìnicamente um cadáver de criança.