Nas águas claras
do meu corpo de Oxum
eu brinco e lavo a minha sede.
Desfaço e refaço
o meu colar de pérolas.
Mergulho fundo e me renovo
sempre mais.
Por isso me vês assim, jovem,
com um sorriso nos lábios
e outro no ventre.
Contra mim nada podes
porque sou eu – senhora de mim.
Se me olhas, devolvo-te o olhar,
se me falas, pergunto mais,
se me tocas, desfaço-me em água
de cachoeira e ficas tu prisioneiro
desse meu néctar doce de puro mel.
Eu sou espelho, eu sou vida
