No meu corpo convergem
os mitos silenciosos.
O teu sexo, minotauro
e a criação dos gémeos nos meus seios.
A árvore da vida do meu ventre
e a sinfonia de todos os adeuses.
Repositório de histórias antigas
de tudo o que foi e o que foram
mãos ensanguentadas
de unicórnio partido.
Reconheço-me em cada canto
onde repousam,
quentes e descalços,
os quebrados mitos.
