Ela sonha com um homem que a veja dormir.
Não lhe sorri
para não distraí-lo de sua contemplação.
A amada, de tantos sonhos, dorme
e se torna metáfora de pó.
Ele a contempla
e imagina uma palavra para nomeá-la.
A encerra entre sua voz e a guarda para si.
Ariadna? Ele indaga.
Ela treme em suas almofadas.
Psique?
Ela então derrama umas gotas de sua lâmpada de azeite.
Ela o unge sobre sua fronte.
