Sento-me no chão
À esquerda da porta do banheiro
De nossa casa!
Minha esposa sentada no vaso
De pernas abertas
Concentradamente,
Mexe em sua vulva
Contemplo a cena,
Flor rosa em pétalas: clitória
Extasia-me
A lépida liberdade de seus pequenos lábios
Ostentando desenho ímpar
Um fora na ninfoplastia
Enquanto caça pelos
Os mesmos e macios pelos
Que pôs em minha boca
Na primeira noite de amor
Em suas mãos, braços, ser
Há um vigor fértil
Revolverá sempre o solo de minha existência
O desejo de que pudesse gestar em seu ventre
Uma síntese de nosso amor
Nessa hora, me olha cúmplice
Fios de franja da cor de ouro
Caem em seu rosto
Ela sorri com boca e olhos
A abraço, seus cabelos roçam meus seios nus
Como o vento a encosta.
