Eu me pergunto com quantas dessas pessoas
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
05/04/2024
NUNCA, NADA, NINGUÉM ( Rosa Berbel )
MICROCOSMO ( Rosa Berbel )
Começamos a nos despir lentamente,
UMA MULHER AO SOL ( Ioana Gruia )
Não há nada tão retumbante quanto um corpo.
COISAS PARA DEIXAR (Ana Luísa Amaral )
Procuro te empurrar de cima do poema
03/04/2024
DESEJOS ( Affonso Romano de Sant’Anna )
Disto eu gostaria:
02/04/2024
AS PÉTALAS DO TEU CORPO ( Liliana Jardim )
Desnudo as pétalas do teu corpo
MÃOS ( Sophia de Mello Breyner Andresen )
Côncavas de ter
31/03/2024
ÚTERO EM SANGUE ( Marina Colasanti )
Ditas impuras como os leprosos
mulheres menstruadas
ou paridas
tinham vetada a entrada
no Templo de Jerusalém.
Esqueciam os sacerdotes
— ou muito se lembravam —
que sem o útero em sangue
das mulheres
não haveria Templo
nem sacerdotes
nem homem algum dos tantos de Israel
com sua usurpada pureza.
CANÇÕES ( António Botto )
Pedir
ANDA VEM ( António Botto )
Anda vem, porque te negas,
SE DUVIDAS QUE TEU CORPO ( António Botto )
Se duvidas que teu corpo
PASSEI O DIA A OUVIR O QUE O MAR DIZIA (António Botto)
Eu ontem passei o dia
30/03/2024
OS AMANTES COM CASA ( Joaquim Pessoa ) in Inéditos
25/03/2024
NUA ( Isabel Machado )
Porque me despes completamente
ALI, ONDE ( Marina Colasanti )
Onde a coxa acaba
INSTRUMENTO SEM SOM ( Marina Colasanti )
Tua nuca macha
PRECISO, PARA ( Marina Colasanti )
Preciso que um barco atravesse o mar
EU SOU UMA MULHER ( Marina Colasanti ) in Rota de Colisão, 1993
que sempre achou bonito
menstruar.
Os homens vertem sangue
por doença
sangria
ou por punhal cravado,
rubra urgência
a estancar
trancar
no escuro emaranhado
das artérias.
Em nós
o sangue aflora
como fonte
no côncavo do corpo
olho-d'água escarlate
encharcado cetim
que escorre
em fio.
Nosso sangue se dá
de mão beijada
se entrega ao tempo
como chuva ou vento.
O sangue masculino
tinge as armas e
o mar
empapa o chão
dos campos de batalha
respinga nas bandeiras
mancha a história.
O nosso vai colhido
em brancos panos
escorre sobre as coxas
benze o leito
manso sangrar sem grito
que anuncia
a ciranda da fêmea.
Eu sou uma mulher
que sempre achou bonito
menstruar.
Pois há um sangue
que corre para a Morte.
E o nosso
que se entrega para a Lua.
PODE CAFÉ ( Elisa Lucinda )
Ela pede
UM DUETO ( Francis Hime & José Carlos Capinam)
Essa ave madrugada
QUANTO MAIS VELA MAIS ACESA ( Elisa Lucinda )
Um dia quando eu não menstruar mais





















