vai-se a lasciva mão devagarinho
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
23/08/2024
VAI-SE A LASCIVA MÃO ( Vasco Graça Moura )
TÃO DOCE ( Maria Teresa Horta )
20/08/2024
O AMOR DOS OUTROS ( Betty Vidigal )
O amor dos outros
PITANGAS ( Betty Vidigal )
Era uma febre, um delírio,
O XADREZ ( Cristina Garcia Lopes ) In O Continente e Outros Poemas; Funalfa Edições, Juiz de Fora, 2004.
o corpo que se dobra
NU ( Adair Carvalhais Júnior )
a poeira se esgueira
19/08/2024
OS MEUS MELHORES DESEJOS ( Amália Bautista )
Que a culpa não afogue a esperança.
Que não te rendas nunca.
Que o caminho que sigas seja sempre escolhido entre dois pelo menos.
Que te interesse a vida tanto como tu a ela.
Que não te apanhe o vício de prolongar as despedidas.
E que o peso da terra seja leve sobre os teus pobres ossos.
Que a tua recordação ponha lágrimas nos olhos de quem nunca te disse que te amava.
NU DE MULHER ( Amália Bautista )
NEM VELAS NEM MOLHO BRANCO ( Martha Medeiros )
nem velas nem molho branco
16/08/2024
SINUOSIDADES (Raíça Bomfim)
quando vi sua hesitação, eu já sabia
NARCISA ( Iara Maria Carvalho ) in Milagreira, Casarão de Poesia, Currais Novos - RN, 2011
agora que sou uma
SEDUZ ( Iara Maria Carvalho ) in Milagreira, Casarão de Poesia, Currais Novos - RN, 2011
feitiça de longe
A LÂMINA ( Déborah de Paula Souza ) In O Livro Vermelho
Tonta com o vinho
12/08/2024
AO FIO DA VOZ ( Silvia Chueire )
desfez-se o mundo
ESTE CORPO ( Silvia Chueire )
Olha, digo,
DIZER ( Silvia Chueire )
Diz o teu amor a tocar as pétalas
DO ALTO DO AMOR ( Silvia Chueire )
Freqüentemente me esqueço que o mundo
MARÉS ( Silvia Chueire )
o mar a habitar o corpo
IMERSA ( Silvia Chueire )
Há uma palavra imersa em meus sentidos,
UMA PEDRA ( Silvia Chueire )
Há uma pedra na insônia.
OLHAR PARA TRÁS ( Silvia Chueire )
não há nostalgia,
CORPO ( Silvia Chueire )
não se pode elidir o corpo
NAUFRÁGIO ( Silvia Chueire )
naufraguei nas tuas costas
UM MAR ( Silvia Chueire )
era um mar desmesurado
MAR ( Silvia Chueire )
cola a tua boca
POSSESSÃO ( Myriam Fraga )
O poema me tocou
Com sua graça,Com suas patas de pluma,Com seu hálitoDe brisa perfumada.O poema fez de mimO seu cavalo;Um arrepio no dorso,Um calafrio,Uma dança de espelhosE de espadas.De repente, sem aviso,O poema como um raio— Elegbá, pombajira! —Me tocou com sua graça,Aceso como chicote,
ARS POÉTICA ( Myriam Fraga )
Poesia é coisa
LXII ( Hilda Hilst ) in De Amavisse, 1989.
Que as barcaças do Tempo me devolvam
LUÍZA ( Iracema Macedo )
Não sou precisa
11/08/2024
TARDIA ELEGIA PARA SYLVIA PLATH ( Afonso Félix de Sousa )
Sem bater à porta
A CHEGADA DE MERCÚRIO ( Iracema Macedo )
Acendes espelhos por onde passo
O HORTO ( Iracema Macedo )
Juazeiro, Juazeiro,
LOTA DE MACEDO SOARES ( Iracema Macedo )
Lembro-me bem de minha roupa cor de vinho

































