na vazante,
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
22/10/2025
21/10/2025
CALAFRIO (Miriam Alves) em "Cadernos Negros". n. 7, SP : 1984.
O sorriso gela
MULHER EM TRÊS TEMPOS ( Murilo Mendes )
Minha boca está no presente,
CORPO ( Dante Milano )
Adorei teu corpo,
CHEIRO DE ESPÁDUA ( Alberto de Oliveira )
Quando a valsa acabou, veio à janela,
20/10/2025
MULHER LIBERADA ( Martha Medeiros )
a verdadeira mulher liberada
HÁ MULHERES ( Martha Medeiros )
há mulheres
NÃO QUERO SABER ( Martha Medeiros )
NO FUNDO ( Martha Medeiros )
eu penso conforme o tempo
LIVRO NOVO ( Mariela Cordero ) tradução: Gladys Mendía
Lias um livro novo
em meu corpo
indagavas outro credo
outra língua
Sentias o cheiro de uma remota maré
fechavas os olhos
até quase senti-la bater
contra teus dedos.
Entravas às cegas
no outro mar.
Por Ariadne Marinho
Hoje, cansei.
Simplesmente… cansei.
De telas que me devoram os olhos,
de buscar sentido nos vãos, no nada.
Não aceito brechas -
sou vastidão.
Repito em voz plena: SOU IMENSA!
Sou poesia que pulsa,
vontade em carne viva,
metal
movimento em combustão.
Mas também sou sopro,
sou pausa,
sou o instante que se alonga no tempo.
A espera
O silêncio
E mesmo assim, sigo.
Não me encaixo no comum.
Não sou quase.
Sou o tudo que transborda.
Vida e morte,
entrelaçadas numa dança ardente.
Sou riso solto,
lágrima densa e feia
grito e suspiro.
Sou imensidão.
Sou abismo.
aos poucos, me desencanto.
Sou feita de versos —
gosto de mergulhos, não de margens.
Vibro com o que é sensível,
me comovo com o que pulsa.
Não sou rasa —
sou mar em dias de tormenta.
Vivo além das linhas desta cidade.
Gosto do mato, das cores
dos caminhos pisados por outros pés.
Corro.
E como corro e me derramo.
Extravaso a vida em cada passo.
Sou potência viva,
em carne e em chama.
Não sou convenção.
Sou cor.
Mesmo nua,
sou tempestade em aquarela
Por Ariadne Marinho
Um quase abraço que terminou em distância.
Por Victoria Benarroch
O desejo de suas pálpebras










