Música, Música
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
23/12/2025
MÚSICA, MÚSICA ( Abel Silva & Sueli Costa )
XVI ( Gilberto Nable) in O Mago sem Pombos (2008)
Para Renata Pallottini
Percebo que não valeu a pena.
MAIO ( Donizete Galvão ) O Antipássaro, editora Martelo, Goiânia - 2018
o ipê
NEGRO AMOR ( Bob Dylan ) versão: Caetano Veloso & Péricles Cavalcanti
Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
AMOIN ARUKÁ (Alexandre Marino) in Terra Sangria, Editora Penalux - 2022
Está bem morto
A CIDADE NO CORPO (Donizete Galvão) in Pelo Corpo (2002)
A cidade perfura
o corpoaté a medula.Contamina os ossoscom seus crimes.Bica o fígado,pesa sobre os rins.Imprime seu labirinto de cinzasna árvore dos pulmõesA cidade finca raízesno espaço das clavículas.Esta cidade: minha cela.Habita em mimsem que eu habite nela.
RÉQUIEM DO PEQUENO ( Herbert Vianna )
Te falta o gesto largo, a ébria poesia
22/12/2025
IN MEMORIAM ( Eugénio de Andrade ) in Ofício de Paciência (1994)
Esses mortos difíceis
A POESIA NÃO VAI ( Eugénio de Andrade ) in O Sal da Língua (1995)
A poesia não vai à missa,
CUIDADO ( Carlos Drummond de Andrade )
A porta cerrada
CANÇÃO AMIGA ( Carlos Drummond de Andrade )
Eu preparo uma canção
20/12/2025
PEQUENO POEMA ( Sebastião da Gama )
Quando eu nasci,
QUADRILHA ( Carlos Drummond de Andrade )
João amava Teresa que amava Raimundo
AMOR ( João Ricardo & João Apolinário )
Leve
AMÁLGAMA ( Zé Ramalho )
És a fonte maior do meu desejo
JARDIM DAS ACÁCIAS ( Zé Ramalho )
Nada vejo por esta cidade
MORTE DE UMA ESTAÇÃO ( Antonia Pozzi ) Tradução: Inês Dias
Choveu toda a noite
sobre as memórias do verão.
CANTO DA MINHA NUDEZ ( Antonia Pozzi ) Tradução: Inês Dias
Olha para mim: estou nua. Da inquieta
PERGUNTA ( Talita Galindo )
quando você chegou
A DANÇA DAS CHUVAS ( Célia Moura )
Sejam bem-vindas todas as chuvas
Por Carol Mondin
“Distraídos venceremos”, já diria Leminski.
Distraidamente, fomos poesia
Nos perdemos em saraus
Aconchegamos na prosa
amanhecemos histórias
Distraidamente, fomos água
Em nascente do peito
escoando pelos olhos
Desaguando no mar
adoçando a alma
Distraidamente, fomos pedra
tropeçando entre afetos e chamegos
um pé no que era, outro no que será
mãos ancestrais de escrever e iluminar
Distraidamente, fomos CASA
compartilhando risos e café
pasta dental e fissuras profundas
Lar presente de ser e estar
Distraidamente, fomos abraço
saudade desmedida e barulhenta
pele quente em noite gelada
Anjos escrevedores que nos relembram como voar
e pousar
Distraidamente, fomos sonhos
materializando um grande delírio literário
entre nossos mestres e palavras
entregamos nossos livros ao mundo
Por ti, Leminski, por nós que estamos, pelos que estiveram e pelos que vem ai, vencemos!
PLANO NUTRICIONAL ( Carol Mondin )
Coma pessoas gostosas
de alma leve e riso frouxo
de coração amoroso e alma gentil
dessas que festejam o brilho alheio
e reconhecem poesia no bom dia
Devora essa gente
que molha e dá água na boca
de ouvir cantar
que é barulho e alegria
farol pra travessia
Esticam as mãos pro infinito só pra não desentrelaçar os dedos quando em queda livre
Mastiga com fome o desejo da pele
Besunta de amor
Descansa a prosa
Chupa, lambe, prova
Gosta, morde, desgosta
Saboreia o sexo
Se farta no gozo
Come. Come mais.
Na sobremesa, tem bis.
19/12/2025
DESEJOS VÃOS ( Florbela Espanca ) in Livro de Mágoas, 1919
Eu q’ria ser o mar d’altivo porte
ÓDIO? ( Florbela Espanca ) in Livro de Soror Saudade, 1923
À Aurora Aboim
Ódio por Ele? Não. Se o amei tanto,



















