Perdoe o medo do mar, meu bem,
mas grave o vestígio da saudade,
do vinho esquecido no fundo da taça.
Crave os dentes sadios
naquela coragem ínfima que repousa como alga
no âmbar da epiderme,
quando a maré enche e lhe umedece o vazio do esôfago.
O desejo enrosca sua lã em meus nervos
e salpica sobre a pele esporos corpulentos, insaciáveis,
como se proferisse cantigas enrijecidas
