não há nada que não seja um labirinto
desde o reencontro com um amigo de infância
após muitos anos
a ficar preso no elevador de um edifício
desde o ínvio olhar de quem mais confio
a ouvir o meu nome dito por quem tanto amo
seja asfalto ou montanha
seja mar ou rio
seja céu ou ponte
seja tempo ou jornal
seja ontem ou gestos
espelho ou brincadeira
sejam as construções modernas
ou um punhado de terra
não há nada que não seja um labirinto
fora ou dentro de mim
e perseus eu matei
com a minha indiferença
com a minha resignação e abandono
com a minha própria coragem
de me olhar no espelho
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