Nem só de carne, nem só de tempo guardo
O meu amor por ti, mas da transparência
Com que te afago e beijo, com que te toco
Neste princípio de tudo e neste fim
Do mundo. Nem só de espírito, nem só
De terra, meu amor, é este ensejo
De partilhar contigo a nossa eternidade,
Este mar, este rio, este areal
Em que tudo o que é primitivo
Se reúne. Nem só de fios de
cabelo
E carícias é este fogo que
me toma
E dá início ao incêndio dos sentidos.
Nem só de ondas que crescem e de brisa,
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