06/08/2026

Por Célia Moura, in No Hálito de Afrodite

Na púbis do teu pincel me devoras
Enquanto minhas ânsias se rebolam
Pelo antigo chão do soalho
Com odor a cera acabada de esfregar
E a incenso.
No declínio do meu ventre
Descansas finalmente
Enquanto o mel dos meus gestos
Te adormece os sentidos.
E tu não sabes, mas eu vejo que na tela que pintaste
Ficou sorrateiramente esborratada de paixão
A tua semente, essa tua assinatura
Para sempre.

04/08/2026

Por Célia Moura, in No Hálito De Afrodite


Que tuas mãos sejam
o lume que me invade as coxas
e os sentidos.
Que eu seja a pele e a loucura
brincando entre os cabelos
dessa tua lucidez
amado!
Que para sempre nos percamos
no fluido dos corpos
embriagados de paixão
baloiçando risos e mosto
num alpendre de beijos.