Como se sempre te tivesse pertencido
assim entraste com fôlego e loucura
pelo meu corpo.
Derrubaste tudo à tua passagem
e eu que, já não te esperava
desarrumei minha alma
e em teus braços fortes de tornado
me doei furacão.
Por instantes, horas, dias
fomos essência renegada
por décadas.
Sim, fomos amor na girândola do tempo,
e agora?!
Agora pertencemo-nos
que nos importa o que dizem
os outros!
Eles nem sequer existem!
Enquanto nós sim,
fazemos amor na terra acabada
de fecundar
e como duas crianças
famintas de beijos
nos rebolamos nela,
gargalhamos mar
e utopia,
em seu ventre
sem cessar.