29/08/2026

A DESIMPORTÂNCIA DO FALO EXPLICADA A CAVALHEIROS ( Cláudia Lucas Chéu )

Sobrevalorizado no gozo sempre foi o falo.

Um homem que domine bem a língua,

em ambos os sentidos,

precisa pouco de se preocupar com a eficácia

ou a beleza do seu falo.

As damas,

e os cavalheiros que também apreciem,

conquistam-se pelo uso da boca.

Digamos que o falo diverte mas não conduz ao êxtase.

Nisto não se fala, por pudor

ou por medo de amedrontar o ceptro

sobre o qual sempre se julgou girar o mundo.

O falo é belo, sim senhores —

alguns, outros são medonhos,

estilo cobra cega —

Só não julguem como obra de arte

a exposição de artesanato, cavalheiros.


O mastro não faz a caravela que descobre mundos,

e a bandeira hasteada está longe de ser um país.