19/08/2026

Por Célia Moura


Benditas as chuvas
que te lavam a alma
afagam os cabelos
e o passado jamais circunscrito
no odor liberto dos poros
quando Abril resgatado
incendiará
de luz os olhos de todas crianças
sem casa.
Benditas as mãos,
da criança que te resgatou
essa consciência sofrida,
presente de ideais tatuados no sangue.
Bendita seja tua alma peregrina,
tua solidão imensa
por tantos cuspida, traída,
ultrajada,
mais jamais vendida!