peço que a bruxa em mim
me ocupe
me instale
me habite
brava brava
reminiscente do passado
advinha do futuro
que me tome a mão
do asfalto ao pântano
bagre sapo baço
desate as bestas
adivinhe os algoritmos
me cuspa linguaruda
me fure o pulmão
peixa esguia cobra lisa
que a língua é com que se mede o infinito