Entre com a lama, a grama, a poeira
e a areia do mar.
Entre com o barulho das ruas, do samba
e dos versos do poeta de mesa de bar.
Entre com o cheiro do asfalto, do ônibus lotado
e do pastel de carne com suco de maracujá.
A porta está aberta,
pode entrar: eu quero minha alma suja
