

MODO DE AMAR - X
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )


Percorro o território do teu corpo
Linda pequena de quatorze estios,
mas já crescida em corpo e maroteira,
co’a nivea mão de jaspe tão veleira
dez caralhos por noite põe vazios.
Com que garbo ela embala os mais esguios!
Como ela afia os grossos prazenteira!
Ó!… Não há quem a branca pingadeira
veloz tire com modos mais macios!
Um dia arremeteu-a tal furor
ao sopesar um membro de pau-santo,
que disse, erguendo as saias com ardor
e mostrando da porra o doce encanto:
— Mete-mo todo aqui, meu lindo amor
que é pra quando eu casar não custar tanto.
Tentei fugir da mancha mais escura
Gosto do seu toque,
Vou lhe escrever um poema indecente
Um poema imoral e sensual
Impróprio para qualquer idade
Com todas as permissividades
Cheio de sensualidades
Com bastante imoralidades
E muitas cumplicidades
Quero que você escolha o tema
Minha boca, meu ventre.
meu orgasmo, minha bunda
Em qualquer tema vou fundo
Não se espante! Não se acanhe!
Nem tampouco me estranhe
Sabe que faço o que quero
Nunca lhe peço licença
Pois eu faço o que você pensa
Logo não há novidade
Em tudo que gosto de escrever
Escrevo e falo e faço!
Tudo com o maior prazer
Não saia pois do meu espaço
Pois é para você que quero escrever,
falar e fazer!
E você vai adorar ler,
ouvir e fazer!