pôs as mãos
na minha mente
antes de as pôr
na minha cintura
nas minhas ancas
ou nos meus lábios
não me disse
que era bonita primeiro
disse-me que era única
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
pôs as mãos
Floriram para mim breves instantes
Ela é a loba ancestral
a força que eu busco no outro,
só encontro quando eu me acolho.
Amado, por que voltas
Costumo dizer que nada é permanente
Se soubéssemos
Quando na brisa dormias,
Num recesso da selva ínvia e sombria,
O povo menino
A beleza das coisas te devasta
Meu Deus, me dê a coragem
Estrela perigosa
Amor, escuta um segredo
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso
Eu quero amor feinho.
Meu amor é assim, sem nenhum pudor.
A poesia me pega com sua roda dentada,
Invades-me