Amizade de duas mulheres
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
25/08/2025
DEDICAÇÃO ( Andréa Santos )
A SOMBRA DO PÁSSARO ( Olinda Rodrigues )
O brilho da praia reflete a sombra do pássaro
E então meus passos me entregam ao mar
Que me circunda.
Nele meu corpo,
Envolto, embate-se
Gozando o poder das ondas
Onde finge que se funde.
AMANHÃ ( Olga Savary )
Se devoras teus sonhos
CONHEÇO O MEU LUGAR ( Antônio Carlos Belchior )
O que é que pode fazer o homem comum
FLORA ( Climério / Dominguinhos / Ednardo )
Se eu pudesse pensar em ti
24/08/2025
VENHA A NÓS O VOSSO REINO ( Olga Savary )
Cheios de imagens os olhos
GAZEL ( Olga Savary )
De amor, criei (incriado)
PRÁXIS AMANDI ( Olga Savary )

Na práxis de então
bem pouco se aprendiacom as vagas teoriasda chula sacanagem.Quase sempre havia alguémque não gozavae se perdiano meio da viagemHoje se sabe,de Kama Sutra a Sadepassando de Ovídio à Barabarelapor dentro de Vinicius de Morais,que amar é arte requintadae há demelhor acontecer a quem mais sabe.
Que se tateie muito de leve e mansopor cada canto da pele o corpo inteiroe sempre no sentidoinverso ao da penugem.
Não se abandone então.Não perca o tino,que o pássaro do espasmo é fugidio,e cansa de voarnas brumas da emoçãodo ser em cio.
Prossiga nos caminhos da surpresae não se escandalizese a resposta vir maior que a empresa.Pois que, por suas mãosos deuses são,e não se sabe ondeexplodindo seus próximos desejos.
E, se tiver força e sã ciência,refreie os seus ginetes,sorva a seiva que lhe molha os lábios,inspire fundo,até que a égua úmida, esgotada,estanque o seu galope,e se abandone, como quem se esqueceda própria servidãoda vida e morte,na relva dos lençóis.E então comece.
MAPA DE ESPERANÇA ( Olga Savary )
Vinha pisando sobre toda a praia,
IRARUCA ( Olga Savary )
Destino é o nome que damos
NOME ( Olga Savary )
Tu, em tudo presença,
vibrar de asa,
eu, que nem nome tenho,
jamais nua de água,
tu, felicidade do corpo
embasado em brasa,
eu, sequer lembrança,
mero eco na sala,
tu, veneno curare
— e eu é que me chamo naja?
ACOMODAÇÃO DO DESEJO III ( Olga Savary )
Deito-me com quem é livre à beira dos abismos
e estou perto do meu desejo.
VIDA ( Olga Savary )
das uvas roxas que abocanho
SIGNO ( Olga Savary )
Há tanto tempo que me entendo tua,
SATURNAL ( Olga Savary )
Paraíso é essa boca fendida de romã
— bagos de vida,
paraíso é esse mistério de água ininterrupta
fluindo do terminal das coxas,
é a vulva possuída-possuindo
violáceo cacho de uvas,
é esse dorso de vinho navegável
atocaiado para um crime.
AUTO DESPEDIDA ( Olga Savary )
Há algo nas manhãs que não entendo agora
e a um grito de minhas pernas não atendo.
Ainda depois da noite, noite me espia
e sonho dúvidas enormes e imóveis
como a imobilidade das aranhas.
Tão pouco tempo – e tenho de deixar-me
e queria nunca ter de repartir-me.
Começa a raiva da saudade
que inventei vou ter de mim
21/08/2025
SABOR DO PECADO ( Cléia Muti Fialho )
Que sabor tem o pecado?
ACORRENTADO ( Ana Bailune )
De que adianta ser anjo,
Se estás preso a uma jura?
MAR ( Ana Martins Marques )
Ela disse
O BRINCO ( Ana Martins Marques ) in Da Arte das Armadilhas
Pode ser que como as estrelas
OLHOS BÉLICOS ( Carina Castro )
destingia o mirar, preto e branco terra e céu
fim de imagem
VEM SOU TUA... ( Sedutora )
Vem Sou Tua...




















