
as meninas de outra época
tão bem lavados pelas mães
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )

as meninas de outra época
tão bem lavados pelas mães
Talhe da audácia
Pele de terra, minha morada,
Tenho um medo da fera que me pelo,
A sombra vindo da floresta
A respiração de novembro e de sua véspera
eu te levaria para dançar
depois faríamos amor
uma foto sorridente
e nunca mais nos veríamos
ou
eu te levaria para uma foto
faríamos amor e dançaríamos
sorridentes
ou
eu te levaria para uma foto
e faríamos amor
ou
um amor sorridente
ou
nunca mais dançaríamos
ou
nunca mais
ou
tornei-me assim liquefeita
prima dirce vê a vida
Cantiga diga lá
insisto em ser
Meu feminino selvagem
a minha alma gêmea ela mora em marte
quando nasci
se o amor voltar eu me desvio
escondo-me num fundo de bar
fujo do cio
se o amor me quiser de novo
não me vai encontrar
afogo-me no copo de um bêbado
num cubo de gelo
cubro-me com chope ou uisque
eu me bebo
se o amor vier
não vou querê-lo
amor é vício
Na penumbra me perco.

Pinto na janela a tormenta
E, no entanto, muda a direcção dos ventos.

Ai meu coração sem natureza
Olhem para nós. Ouçam-nos.
Trago na pele


Amo-te por sobrancelhas, por cabelo, debato-te em corredores
Além disso quero-te, e faz tempo e frio.