À espera na soleira da porta podes escutar
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
12/12/2025
24 DE JUNHO DE 1955 ( Helen Farish )
OLHA PARA ESTAS ( Helen Farish )
Ver-te faz-me querer levantar o top
10/12/2025
MENINA DOS OLHOS DE OXUM ( Rita Gaspar )
Nas águas claras
CONFIO MAIS NO MEU QUADRIL ( Rita Gaspar)
Confio mais no meu quadril
CORPOEMA ( Girlene Verly )
o corpo letra
PRINCÍPIO DO PRAZER ( Brunna Viegas )
Desejo o inalcançável
08/12/2025
PELA JANELA ABERTA ( Marina Colasanti ) in Fino Sangue, 2005
Se deitada de costas
DESTREZA ( Marina Colasanti ) in Gargantas Abertas, 1998
Quando Artemisia degolou
AO REDOR ( Marina Colasanti )
Ao redor, a pele.
CARNE DE LEITE E LUA ( Marina Colasanti )
Nenhuma mulher foi mais branca
RED POPPY ( Marina Colasanti )
Na testa do meu amado
07/12/2025
MARINA ( Vinícius de Moraes )
Lembras-te das pescarias
O ESPECTRO DA ROSA ( Vinícius de Moraes )
Juntem-se vermelho
OS ACROBATAS ( Vinícius de Moraes )
Subamos!
06/12/2025
ÚTERO ZARABATANA ( Gleice Ferreira )
Por cinco dias
se fecha em si
dispara flechas
lança dardos
uiva de dor
é cruel
instintiva
engole o mundo
devora a fome
usa placebos
tem insônia
descama
tem náuseas
tonturas
alucinações
suores
a ferida é implícita
enquanto for fértil
todo mês
Será outra vez.
PRESA NÃO SOU RIO ( Lidiane Adjú Kariú )
Não me queiram água mansa,
Porque água mansa não sou.
Eu sou correnteza,
E na correnteza eu vou.
Quebrando pedra,
Quebrando represa,
Quebrando tudo que me mantem presa.
Presa não sou rio,
Presa não sou.
Não me queiram espírito brando
Porque domesticada não sou.
Eu sou feita de selva
E a selva me ensinou.
A cantar o canto
A quebrar quebranto
A quebrar o encanto
Que me mantem presa.
Presa não sou tua,
Presa não sou.
TODAS AS SUAS IMAGENS ( Luciana Molina )
Seria mais fácil se entendesse
todas as suas imagens
mas a imagem dos amantes estrangeiros
cada um alienígena na língua do outro
me enternece sobremaneira, e ainda mais.
Não é muito diferente do que passo
com o seu corpo
argonauta explorando não o mar
mas o negro do espaço
no momento em que a luz se apaga
e confiamos no tato
como um acrobata que se lança
para outros braços
e confia que o que lhe aguarda
não é a queda.
Quero confiar cegamente
como quem se venda
não é o mais prudente
mas o que mais me agrada.
E se me largas morro
mas se não me largo
morro ainda mais.
ANJO EXTERMINADO ( Jards Macalé & Wally Salomão )
Quando você passa três
05/12/2025
Por Célia Moura
Há miosótis sorridentes














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