Prometi não falar hoje,
das esquinas do teu corpo,
nem do sangue que me foge
e deixa o meu quase morto.
Prometi nem pensar
na curva-contra-curva
desenhada no teu peito
nem no avanço contrafeito
dos dedos pelo teu ventre
até à encosta onde acosta
o teu desejo fremente.
Prometi não te pensar
como o lobo pensa a presa,
desejei não desejar
teu corpo de sobremesa,
ou sobre a mesa,
ou sobre o chão,
ou nas paredes
da casa
O teu cheiro
em toda a parte
só tu não…