01/05/2026

Por Lília Tavares, in Casa de Conchas; Modocromia Editora, 2022

 Não me sobra tempo para anoitecer

agora que a poeira do coração rasgado

se quebra nas esquinas e se demora.

A que sabem as horas em que não estás?

Há muito deixei líquida a minha boca

a morder a noite no teu peito.

Sinto sede sede sede.

Parto para qualquer país onde não exista.