01/05/2026

Por Lília Tavares, in Casa de Conchas; Modocromia Editora, 2022

 Escreve ainda o teu nome na minha mão.

Se um dia a juventude voltasse,

libertava-me do que não faz falta ao luar,

convocava a tua e a minha pele para a luz.

Sobre as ervas não lamento estar só.

É de flores o corpo semente água

seiva taça uvas mares apelo

seio rebentação ternura inacabada.

Aquieto-me sedenta, ergo-me sôfrega

e espero a água da tua boca, céu

de anis estrelado que me condena

à sede eterna de todos os bálsamos.