Escreve ainda o teu nome na minha mão.
Se um dia a juventude voltasse,
libertava-me do que não faz falta ao luar,
convocava a tua e a minha pele para a luz.
Sobre as ervas não lamento estar só.
É de flores o corpo semente água
seiva taça uvas mares apelo
seio rebentação ternura inacabada.
Aquieto-me sedenta, ergo-me sôfrega
e espero a água da tua boca, céu
de anis estrelado que me condena
à sede eterna de todos os bálsamos.
