É estranha esta terra de árvores altas
que choram através das bagas em setembro.
Caminho pela azinhaga paralela ao mar,
com passos estugados e a mala pesada da escola
e da vida. Sou menina de doze anos, quase treze.
O portão enferrujado da quinta está escancarado.
Parece lunar a casa de portas violentadas em plena luz.
Escuro e de paredes em madeira, o que resta
da biblioteca arrepia-me os sentidos.
Prometo voltar. E corro. Guardo tudo em mim.
É fascinante a água nos lábios das crianças.