Marés e instantes de prata despertam as gaivotas.
No mar espremeram frutos, que têm sabor a noite.
Brancas de tanto conterem o vento nas plumas
encontram nas manhãs a escrita das ondas.
Sem pontos.
É no amor verde da água que o desvario se prolonga.
Sem metáforas.
Sem as correntes da rima cativa, sou ave.