Eras, minha senhora, um jardim do inverno
anterior ao tempo.
Os passos em silêncio, as tuas mãos em coma.
As tâmaras negadas a pássaros sem nome.
As fontes da fome.
Levantado o teu desejo
de vento sobre o meu
desejo.
E as tâmaras do teu silêncio
germinando-me por dentro.