Adormeço sempre com o teu mamilo
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
13/01/2024
A PROSTITUTA DA RUA DA GLÓRIA (Catarina Nunes de Almeida, in "Prefloração)
Tanges a noite sem saber que a noite
BEIJO ( Pedro Abrunhosa, in "Canções" )
Não posso deixar que te leve
ASSIM O AMOR ( Sophia de Mello Breyner Andresen ) in “Obra Poética”
Assim o amor
POEMA DE AMOR PARA USO TÓPICO ( Nuno Júdice)
Quero-te, como se fosses
AS PESSOAS SENSÍVEIS (Sophia de Mello Breyner Andresen, "Livro sexto")
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Àquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
GULOSA DE META FÍSICA ( João Rios, in "Livro das Legendas" )
noviças de são tristão
A MEU FAVOR ( Alexandre O'Neill )
A meu favor
DIANA NO BANHO ( Vasco Graça Moura )
via diana
ETERNO OUTONO ( Vasco Gato )
Estou com a idade pousada nas mãos.
MÍMICA ( Vasco Gato )
Pode a noite doer
REGRAS DO ESQUECIMENTO ( Vasco Gato )
Não esqueças sobretudo a armadura
12/01/2024
ASSOVIO ( Cecília Meireles )
Ninguém abra a sua porta
10/01/2024
TUDO OU NADA ( Maria Teresa Horta )
Com uma mão
pelo meio da tempestade
POEMA ( Maria Teresa Horta )
Deixo que venha
CAMINHO ( Maria Teresa Horta )
Na boca as palavras
BALADA DO FILHO DA PUTA – 2 ( Alberto Pimenta )
II
CANÇÃO ( António Cabral )
Ela caminhava toda,
tudo nela caminhava.
MUDANÇAS ( Eva Vaz )
Agora saio com putos
OLHO-TE PELO REFLEXO ( Ana Luísa Amaral )
Olho-te pelo reflexo
SARÇA ARDENTE ( Ana Luísa Amaral )
Um toque leve,
MULHERES INFIÉIS (Agustina Bessa-Luís)
O Porto tinha uma condescendência especial para as mulheres infiéis, se elas eram inteligentes bastante para não preferirem o amante aos deveres da sociedade.
VENHO DE DENTRO, ABRIU-SE A PORTA ( Luiza Neto Jorge ) in A Lume, Assírio & Alvim, 1989
Venho de dentro, abriu-se a porta:
nem todas as horas do dia e da noite
me darão para olhar de nascente
a poente e pelo meio as ilhas.
Há um jogo de relâmpagos sobre o mundo
de só imaginá-la a luz fulmina-me,
na outra face ainda é sombra.
Banhos de sol
nas primeiras areias da manhã
Mansidões na pele e do labirinto só
a convulsa circunvolução do corpo.
APELO ( Luísa Dacosta )
Atravessa os campos da noite
e vem.














