O tempo transcorre em mim
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
12/01/2026
MIM ( Darcy Ribeiro ), in “Eros e Tânatos”. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
FAGULHAS DE MEMÓRIA (Darcy Ribeiro), in “Eros e Tânatos”. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
O cacho de bananas amarelíssimas, que meu avô tirou do armário preto de papéis cartoriais.
À VIDA (Marina Tzvietáieva) “Poesia da Recusa”. org. e trad. Augusto de Campos. Editora Perspectiva, 2006
Não colherás no meu rosto sem ruga
MENINA PASSARINHO ( Cátia de França )
Passarinho atrepado nas cajazeiras
O TOQUE ( Paulo Coelho & Rita Lee )
Abri a janela
11/01/2026
POR QUE DEIXEI O JARDIM ( Ama Codjoe )Tradução: Nelson Santander
Depois que perdi meu seio, tornei-me uma mulher
suturada por um tipo de sabedoria.
AMOR À NATUREZA ( Paulinho da Viola )
Relíquia do folclore nacional
PECADO CAPITAL ( Paulinho da Viola )
10/01/2026
CAMBAIO ( Edu Lobo & Chico Buarque de Holanda )
Eu quero moça que me deixe perdido
09/01/2026
ZAMBI (Vinícius de Moraes & Edu Lobo)
Ganga Zumba, tui, tui, tui, é Zambi
AVE CORAÇÃO ( Clodomir Souza Ferreira & Zeca Bahia ) do disco "Beleza"
Eu sei que existe por ai uma andorinha solta
08/01/2026
TU TENS UM MEDO (Cecília Meireles) in Poesia Completa
AMÉM ( Cecília Meireles )
Hoje acabou-se-me a palavra,
RETRATO ( Cecília Meireles ) in Viagem; 1939.
Eu não tinha este rosto de hoje,
MURMÚRIO ( Cecília Meireles )
Traze-me um pouco das sombras serenas
REINVENÇÃO ( Cecília Meireles ) in Vaga Música; 1942.
A vida só é possível
ÍSIS ( Cecília Meireles )
E diz-me a desconhecida:
DESPEDIDA (Cecília Meireles) in Flor de Poemas, 1972.
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
A CHUVA CHOVE ( Cecília Meireles )
A chuva chove mansamente como um sono
CONTEMPLATIVA ( Raiza Figuerêdo )
pelo direito à pausa
UM CORPO FEMININO ( Raiza Figuerêdo )
experimenta muitas formas, linhas, curvas
07/01/2026
AMOR ( Nuno Júdice ) in Meditação Sobre Ruínas, 1994
Um poema, dizes, em que
o amor se exprima, tudoresumindo em palavras.Mas o que ficanas palavrasdaquilo que se viveu?Um pó de sílabas,o ritmo pobre da
O AMOR ( Nuno Júdice ) De Cartografia de Emoções, 2001
Deus — talvez esteja aqui, neste
pedaço de mim e de ti, ou naquilo que,de ti, em mim ficou. Está nos teuslábios, na tua voz, nos teus olhos,e talvez ande por entre os teus cabelos,ou nesses fios abstractos que desfolho,com os dedos da memória, quando osevoco.Existe: é o que sei quandome lembro de ti. Uma relação pode duraro que se quiser; será, no entanto, essaimpressão divina que faz a sua permanência? Ouimpõe-se devagar, como as coisas a que otempo nos habitua, sem se dar por isso, coma pressão subtil da vida?Um deus não precisa do tempo paraexistir: nós, sim. E o tempo corre por entreestas ausências, mete-se no próprioinstante em que estamos juntos, fogepor entre as palavras que trocamos, eue tu, para que um e outro as levemosconnosco, e com elas o que somos,a ânsia efémera dos corpos, omais fundo desejo das almas.Aqui, um deus não vive sozinho,quando o amor nos junta. Desce dos confinsda eternidade, abandona o mais remoto dosinfinitos, e senta-se aos pés da cama, comoum cão, ouvindo a música da noite. Umdeus só existe enquanto o dia não chega; porisso adiamos a madrugada, para que nãonos abandone, como se um deusnão pudesse existir para lá do amor, ou
O OVO DA SERPENTE ( Thaís Campolina )
ouvi dizer que o berro da cigarra é um aviso
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