"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
04/09/2017
POEMA ( Mário de Cesariny )
AVE BREVE DOS SEIOS (João dos Sonhos)
NO RIMAR DA SEDUÇÃO ( Newton de Lucca )
O PAPEL, A MESA, O SOL, A PENA (António Ramos Rosa)
SOMOS O MUNDO ( Edgardo Xavier )
28/08/2017
Cortinas da noite branca,
Por dentro da neve,
Trazer-me o amanhecer.
(Paulo Eduardo Campos)
EU-MULHER (Conceição Evaristo) in “Poemas da Recordação e Outros Movimentos”. BH: Nandyala, 2008.
DE MÃE ( Conceição Evaristo ) in “Poemas da Recordação e Outros Movimentos”.BH: Nandyala, 2008.
DA MENINA, A PIPA(Conceição Evaristo)“Poemas da Recordação e Outros Movimentos”.BH: Nandyala, 2008.
E depois, sempre dilacerada,
Conceição Evaristo no epígrafe de abertura de "Poemas da Recordação e Outros Movimentos",2008.
MENINA (Conceição Evaristo) in “Poemas da Recordação e Outros Movimentos”. BH: Nandyala, 2008.
AMOR (Irene Lisboa)
Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acelerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!
Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando,
esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.
Amor, tão chão de Amor,
Que sensível és
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!
Acalmas e redobras
e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece
e logo recai na branda impotência.
Canseira eterna!
Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida…
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe,
mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor,
que faremos nós de ti e tu de nós?


















