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"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
08/10/2025
SABÁ ( Emília Souza ) De "Vem Segura a Minha Mão"; Patuá, 2023
07/10/2025
MÃE ( Caetano Veloso )
Palavras, calas, nada fiz
CARPE DIEM ( Walt Whitman )
Aproveita o dia!
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias, sim, podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Ela nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda adiante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido!
06/10/2025
BEIJO PARTIDO ( Toninho Horta )
Sabe, eu não faço fé nessa minha loucura
PORQUE ERA ELA, PORQUE ERA EU ( Chico Buarque de Holanda )
Eu não sabia explicar nós dois
DIFERENTEMENTE ( Caetano Veloso )
Acho que ouvi numa canção de Madonna
05/10/2025
A UMA LAVADEIRA ( Gilka Machado ) Mulher Nua (1922)
Minha vizinha lavadeira,
REFLEXÃO ( Gilka Machado ) Do livro "Sublimação", Typ. Baptista de Souza, 1938.
Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.
Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detêm-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.
Elas, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...
Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!
JUÍZO FINAL ( Gilka Machado )
Aqui me tens horrivelmente nua,
INCENSO ( Gilka Machado ) A Olavo Bilac
Quando dentro de um templo, a corola de prata
IRONIA DO MAR ( Gilka Machado )
Soam gritos de dor! e o detono de uma onda
BAÚ DE GUARDADOS ( Gilka Machado )
Pelos caminhos da vida
CHUVA DE CINZAS ( Gilka Machado ) No livro "Velha Poesia", Rio de Janeiro: Editora Baptista de Souza, 1968.
AUSÊNCIA ( Gilka Machado )
A ausência tua é uma presença estranha,
SYMBOLOS ( Gilka Machado ) in "Estados da Alma: poesias". Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)
Eu e ti, ante a noute e o amplo desdobramento
VOLUPIA ( Gilka Machado ) in "Estados da Alma: poesias". Revista dos Tribunaes, 1917. (ortografia original)
VIBRAÇÕES DO SOL ( Gilka Machado )
Dias em que fremindo os meus nervos estão,
TEDIO ( Gilka Machado ) (A José Oiticica)
Principia o verão. Toda a matta tresua.
SENSUAL (Gilka Machado )
Quando, longe de ti, solitária, medito








