Tu me habitas
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
04/02/2026
HABITADO ( Raquel Naveira )
SOMENTE AMOR ( Valdenides Cabral de Araújo Dias )
Deixa deitar-me em teu colo
FLORAÇÃO ( Valdenides Cabral de Araújo Dias )
Dentro de mim
SEIOS ( Nathália de Sousa )
Me fazem tanta vergonha
CHANTILLY E FRAMBOESA ( Nathália de Sousa )
O sabor do homem
PERDÃO ( Nathália de Sousa )
Peço-te perdão, meu ex-marido,
ODOR DE FÊMEA ( Nathália de Sousa )
O homem pode me prender
AURÉLIO ( Nathália de Sousa )
Meu namorado Aurélio, lindo,
AMOR NA TARDE ( Nathália de Sousa )
Eu sinto uma atração especial,
EU GOZO, SIM ( Nathália de Sousa )
Gozo, sim, e digo sem medo.
EXPLICAÇÃO ( Nathália de Sousa )
Não, meu amor, não precisa
ÚLTIMO SONETO ( Graça Nascimento )
Quando voei para longe de nós dois
A ROLA DO MEU AMADO ( Graça Nascimento )
Essa rola singular do meu amado
ROLANDO EM ROLAS ( Graça Nascimento )
Cada uma com um quê particular
FUGA ( Graça Nascimento )
Refugias em farsa o peito ardente
VIDA CAVA ( Maria Lúcia Dal Farra ) De Livro de Auras, 1994.
Velho sofá de taquara da casa da Curuzu,
A MANGA ( Maria Lúcia Dal Farra ) Do Livro de Possuídos.
Ela está sobre a mesa
CONFISSÕES DE UM RABANETE ( Maria Lúcia Dal Farra ) De Livro de Auras, 1994.
Embora me vista com a cor dos bispos
e seja crucífero -
nem por isso sou católico.
Mais para Confúcio fui nascido:
cabeça significativa,
longas barbas finas de meditação budista,
logo desmentida
pelo efémero do meu ciclo,
por certo oco que me habita.
Não desmereço (entretanto) a ciência que expando:
essa carência de miolos teu cérebro socorre -
ritmo metabolismos
heterodoxias pratico.
Picante,
de quem o equilíbrio imito
e a clássica simetria,
muito embora na entranhada terra
Eros
SONETO ENCLAUSURADO ( Maria Lúcia Dal Farra ) De Livro de Auras, 1994.
Se deu-me Amor a dor e tal sufoco,
MAÇÃ ( Maria Lúcia Dal Farra ) De Livro de Auras, 1994.
A maçã na mesa: pomo de discórdia.
no afunilado umbigo aprofundar a língua.
Ouso, caio,
começo de novo o mundo,
exilo da fruta o sabor do amor celeste —
sou (por fim) mortal.
Já agora quero a brilhante, a vermelha, a do poente,
e nem Ládon (o dragão) ma impede,
neste jardim de Efemérides -
se não é do pomo d'ouro que me socorro!
Debaixo da macieira
(ah dourada mediocridade!)
a sombra saboreio da vida ufana.
Não aguardo, com Arthur,
que os cavaleiros me livrem
do jugo estranho, e nem vou
(a pé, com Merlim)
aprender mágica no pomar.
Quero conhecer o mal e suas ramas!
03/02/2026
QUARTO ESCURO ( Farah Hallal ) ( tradução de Floriano Martins )
A luz cega mais do que a sombra
ENQUANTO O FOGO DESCOBRE COMO CAMINHAR EM TEU DORSO ( Farah Hallal ) (Escrito a quatro mãos com Floriano Martins)
A noite muda de lugar em tuas mãos.
HENRI MATISSE (Aída Cartagena Portalatín ) tradução de Floriano Martins
Onde está Henri Matisse? As mãos das cores













