Em nome da tua ausência,
pela memória dos dias longos,
pelo azul do teu olhar,
acordo em cada manhã
com vontades de madrugada.
Leves os teus passos, eu oiço,
longínqua a tua presença no coração
das coisas que entristeceram.
Sei que um dia uma grande ave
te trará no dorso, cansado de
tantas esperas, tantos muros.
Aguardo-te como sempre
recebi as tuas palavras raras
como concha, como cofre.
Nas águas ou nos ventos em desalinho
o pó em que nos tornaram terá mãos,
