Eu não conseguia distinguir fato de ficção
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
30/12/2025
SENTIDOS DA INSEGURANÇA (Maya Angelou), in "Poesia completa". trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
PARA UMA LUTADORA... (Maya Angelou), in "Poesia completa". trad.:Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Você toma um gole amargo.
NUM DIA CLARO... (Maya Angelou), in "Poesia completa". trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Num dia claro, semana que vem
QUANDO PENSO SOBRE MIM...(Maya Angelou), in "Poesia completa".trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Quando penso sobre mim mesma,
COMO EU POSSO MENTIR... (Maya Angelou), in "Poesia completa". trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
agora enlace minha voz
PARA UM MARIDO (Maya Angelou), in "Poesia completa". trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Às vezes, sua voz é um punho
NUMA ÉPOCA (Maya Angelou), in "Poesia completa". tradução: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Numa época de namoro escondido
PRELÚDIO PARA UMA DESPEDIDA(Maya Angelou), in Poesia Completa. trad.: Lubi Prates. Astral Cultural, 2020
Ao seu lado, de bruços,
29/12/2025
Por Ana Cristina Cesar, In Inéditos e Dispersos; Ática, São Paulo, 1998
Tenho uma folha branca
EU QUERO BEIJAR A TUA ROSA ( João Tomaz Parreira )
PROMESSA CUMPRIDA ( Alexandra Malheiro )
Prometi não falar hoje,
DÚVIDA (Mary Elisabeth Coleridge ) in Poems, 1908 - tradução: Carlos Campos
Existem duas formas de escuridão. Uma é a Noite,
28/12/2025
A PAPOULA VERMELHA ( Louise Glück )
O mais importante
A FACE DE DEUS É VESPAS ( Adélia Prado, in Terra de Santa Cruz, Poesia Reunida, Ed. Siciliano,1991
Queremos ser felizes.
TEMPO (Adélia Prado, in O Coração Disparado, Poesia Reunida - Editora Siciliano, pág. 155, 1ª edição
A mim que desde a infância venho vindo
O DIA DA IRA (Adélia Prado, in Bagagem, Poesia Reunida, pág. 25, Editora Siciliano, 1991
As coisas tristíssimas,
UM HOMEM DOENTE FAZ A ORAÇÃO DA MANHÃ (Adélia Prado, in Bagagem, Poesia Reunida, Ed. Siciliano,1991)
Pelo sinal da Santa Cruz,
A CÓLERA DIVINA ( Adélia Prado, in O Pelicano, Poesia Reunida, pág. 338, Editora Siciliano, 1991)
Quando fui ferida,
A CRIATURA ( Adélia Prado ) in O Pelicano, Poesia Reunida, pág. 365, Editora Siciliano, 1991
Quero ver Jonathan,
SABOR DO BEIJO ( Elayne Amorim )
Eu fico imaginando o sabor do seu beijo
VOU TENTAR DESCOBRIR A SUAVIDADE DAS SEDAS NO CÉU DA BOCA ( Élia Morais Araújo )
Move-se
E SE… ( Bia Blackman )
E se eu não tivesse o app
E se você não tivesse o app
E se a gente não tivesse
dado match
E se não fosse novembro
E se o sinal não tivesse fraco
E se o SMS não tivesse chegado
E se os trocadilhos não fizessem sentido E se o sono tivesse nos vencido E se não tivéssemos ficado noite adentro pensando, conversando
E se não tivesse jogo das perguntas E se não tivéssemos respondido E se não tivéssemos saído
E se eu não tivesse perguntado Namora comigo, moça?
E se você não tivesse me esperado Qual seria o resultado?
Tristeza? Felicidade?
Meu coração não saberia
Como é amar de verdade.
SEM PRESSA ( Bárbara Reis )
Os corpos gordos se colocam
Um contra o outro
Em uma prova de afeição.
Sufoco.
Devagar.
Respira!
Elas respiram, ofegantes,
Com os lábios vermelhos,
Se colocam deitadas.
GRITA!
Respirando, ofegantes,
Elas criam uma conexão
Se tocam, me tocam, nos tocam.
Devagar..
Cuidado..
Ai, isso mesmo, aí!
Suspira..
Criam fantasias,
Entre esses corpos gordos.
Elas se sentem,
Se têm,
Como se fosse a primeira vez.
Dedilhado.. Dedilhado!
Escorre..
Encontram-se..
De quatro, por cima,
De lado, suadas, encontram-se de frente
para a janela do quarto.
Enforcam-se!
Não para, não para!
Balbucios,
Elogios com tapa em suas faces,
Com o olhar lacrimejando,
Com os lábios avermelhados,
Com suas bundas marcadas,
Continuam.
GRITA!
Não para, até a última
gozar!
A-BER-TU-RA: FENDA, BURACO, INAUGURAÇÃO ( Ingrid Limaverde )
Diante de uma mulher aberta
o mundo encontra
novas pronúncias, jeitos de equilibrar um prato
maneiras para chorar, além de sangue
além de sonho e futuro
para chorar sobre um corpo
perfurado de outras palavras
que goza nos joelhos e na quina do sofá
Diante de uma mulher aberta
o mundo inteiro para
atônito,
envergonhado
Eu e aquela mulher
abertas
fazemos da língua
uma nova língua.





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