I
II
III
IV
V
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
I
II
III
IV
V
Não desças os degraus do sonho
Quando meu corpo e minha cabeça
Assim cresci.
Meu pai era diferente.
Há algo que, muito além
Ela sonha com um homem que a veja dormir.
Depois do amor,
Os rios perpetraram a casca das árvores
Porque sou uma mulher ímpar
Não existe nada mais forte do que este amor.
Hoje
*
Mas perder-te ao vento.
Amor,
Emigrante azul,
Secreta rosa dos poços,
Ah!
Caída no meu peito
Vem
Amado
Eu te provarei com alegria.
Tu sonharás comigo esta noite.
Teu corpo acabará
onde comece para mim
a hora de tua fertilidade e de tua agonia;
e porque somos plenos de angústia
meu amor por ti nasceu em meu peito,
é que te amo no início por tua boca.
Vem
Comeremos no espaço de minha alma.
Antes de mim se te abrirá meu corpo
como mar enojado e cheio
até o crepúsculo de peixes.
Porque tu és belo,
meu irmão,
eterno meu docíssimo.
Tua cintura em o dia apalpa
completando com seu odor todas as coisas,
Tua decisão de amar,
de repente,
desembocando inesperado em minha alma.
Teu sexo matinal
em que descansa na margem do mundo e se dilata.
Vem
Vou demonstrar-te com alegria.
Um monte de lâmpadas será para meus peixes tua voz.
Falaremos de teu corpo
com alegria puríssima,
como crianças reveladas em cujo salto
descobriu-se apenas, outra criança,
e desnudo sua incipiente chegada
e conhecido em sua idade futura, total, sem diâmetro,
sem leito, em apertada solidão
Vem
Vou demonstrar-te com alegria.
Vais sonhar comigo nesta noite,
e revelar-se-ão aromas retidos em nossas bocas.
Vou te povoar com cotovias e semanas
eternamente escuras e despidas.
Na bruma dos latíbulos
Os cabelos de Delírio agora estão noturnos